Berna, el Cabezzzzoooonnn
Conheci o Bernardo no Cerro Catedral na Argentina, era a primeira vez que ele estava lá.
Desde então encontrei com ele diversas vezes, escalamos juntos algumas vezes e sempre tivemos contato constante por email, inclusive muitos deles relacionados com FEMERJ, CBME, CTME do PNI.... enfim, o Bernardo era totalmente envolvido com a montanha, com a escalada e além disso com a organização e estruturação do nosso esporte.
Carinhosamente eu chamava ele de Cabezzzzzoooooooonnnnnnnn e ele me chamava de Cabeçããããããããããããooooooooo. Um dos motivos é o nosso diâmetro encefálico avantajado, digamos assim... e entre outros motivos, porque ele tinha um domínio do psicológico muito bom enquanto escalava, tendo a calma e tranquilidade de passar lances delicados e expostos.
Apaixonado pela Argentina, pois gosta muito da escalada em rocha em ambiente alpino e com proteção móvel. Foi a Arenales, diversas vezes ao Cerro Catedral, e algumas para Chaltén.
Uma vez ele quebrou o pé em uma vaca de mal jeito aí no Rio, e mesmo sem poder escalar por uns tempos continuou sempre super motivado, e quando voltou, voltou já a milhão. Impressionante, não se abalou nem fisicamente nem psicologicamente com o pé quebrado.
Era muito respeitado não só pelo seu posto de Presidente da FEMERJ e vice da CBME, mas ele acima de tudo era respeitado pelas suas posições consistentes e coerentes além de escalar pra caralho. Ninguém ousaria chamar ele de "cartola" em um sentido mais pejorativo, daquele que está na política do esporte mas não está dentro praticando... Ele escalava muito e muito forte, definitivamente entre os escaladores mais ativos dessa nossa geração no Brasil.
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| Cume da Torre Principal Cerro Catedral - Argentina |
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| Na via Objetivo Luna no Cohete Lunar, Cerro Catedral - Argentina |
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| Festival Internacional de Filmes de Montanha do Rio de Janeiro - Cine Odeon |
Nesse momento entendi a gravidade da situação e sabendo onde ele estava, já soube que um resgate seria um milagre. E se passaram mais dias... e pra mim a certeza que o Cabezon tinha voltado para o lado de Lá.
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| Escalando no Pão de Açúcar |
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| Escalando no Pão de Açúcar |
Vejo que na maioria das vezes que a imprensa e até alguns colegas escaladores falam de "um resgate", muitas vezes indignados, mas é visível que não tem um completo entendimento do ambiente lá, das condições e da sua dinâmica.
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| Com Cris Jorge e Silvério Nery escalando no Pico da Tijuca. |
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| Descendo o Totem do Pão de Açúcar. |
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| Fonte: PataClimb.com, observe a rota 17, que é a Afanasieff (clique para aumentar a foto) |
A aproximação para o pé da via pode ser feito de duas formas. A mais usada é pelo vale elétrico ao Paso Cuadrado e depois cruzando o Glaciar Norte do Fitz. A outra alternativa é pelo vale do Cerro Torre e depois pelo Filo del Hombre Sentado. Ambos são longos e em uma situação normal leva seguramente 2 dias de caminhada a partir de Chaltén.
Ela passou muitos anos sem uma repetição na sua íntegra. Que eu tenha notícia, só depois de 30 anos, em 2006 o trio de escaladores Ed Padilha, Wal Machado (do Brasil) e Gabriel Otero (argentino). Antes disso Jose Pereira e Roberta Nunes (brasileira) escalaram algo entre 60 e 75% da extensão da via.
Sobre a descida, observe o que o PataClimb.com, de Rolo Gariboti, fala:
A descent along the route would be treacherous because of bad belays and endless blocks and flakes. Climbing up and over the summit to descend the Franco-Argentine is recommended.
Tradução livre: uma descida pela rota pode ser traiçoeiro por conta de ancoragens ruins e um sem fim de blocos e lacas. Escalar até o cume e descer pelo outro lado pela via Franco-Argentina é aconselhado.
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| Nas Lacas do Pão de Açúcar. |
Assim, imaginando que eles estavam próximos do cume no acidente, deviam estar a cerca de 3000m de altitude (o Fitz tem 3405m). Na Patagônia, e depois de uma tempestade, mesmo para uma pessoa gozando de total saúde seria difícil sobreviver a mais de 2 noites exposto na parede nessa altitude. Assim, eu não acredito que o Bernardo esteja ainda vivo esperando por um resgate. A Kika, além de uma escaladora super experiente, é instrutora da NOLS e assim já teve que fazer no mínimo 2 cursos de primeiros socorros em áreas remotas, o Wildernes First Responder e o Wilderness First Atendant. Eu já fiz o Wilderness First Responder, o mais básico, que é um curso excelente. O First Responder é mais aprofundado ainda e com carga horária maior, e assim, quando a Kika fala de bacia quebrada e hemorragia interna eu estou seguro de que ela sabe do que está falando. Nessa condição, sobreviver 2 noites lá já seria um milagre, quanto mais uma semana. Assim, eu considero que não há nem a mais remota possibilidade do Bernardo estar lá com vida.
Partindo desse pressuposto, considero totalmente irracional pensar em um resgate do corpo em algum lugar da parede do Fitz. Recentemente, quando estive no Ama Dablam, um helicóptero foi resgatar 2 escaladores presos na parede e se estabacou, morreram os 2 tripulantes mais um dos escaladores. E além das pessoas mortas, agora está lá um monte de lixo na encosta/gelo da montanha, inclusive com combustível e outros materiais tóxicos. Os 2 únicos piloto e engenheiro do Nepal, que tinham sido treinados na Suíça para resgate em montanha, morreram e assim o Nepal também perdeu um enorme capital humano. Tirar alguém da parede do Fitz de helicóptero é tão ou mais perigoso que ir lá escalar. Ir lá escalar por sua escolha é uma coisa, ir lá em uma missão atrás de um corpo é outra. O Fitz é vertical e açoitado por ventos fortíssimos e em rajadas, criando todo tipo de confusão, zonas de alta e baixa pressão, rotores e vortex. Ele é o ponto mais alto que separa de um lado a alta pressão do Oceano Pacífico e o Hielo Continental Sur, e do outro lado as estepes secas e planas e o Oceano Atlântico. O clima patagônico é ímpar e famoso por isso. Eu considero suícidio chegar de helicóptero perto da parede lá a não ser que não haja vento nenhum, algo praticamente impossível por lá como sabemos. Mesmo em uma janela boa para escalar, não acho que seja boa o suficiente para chegar de helicóptero na parede com um resgatista pendurado por cabo embaixo. Apesar de não ter o problema da altitude do Ama Dablam, considero o Fitz muito mais arriscado. Ouvi comentários inclusive falando de pousar no cume e descer de rapel... Um helicóptero já pousou no cume do vizinho Cerro Torre nas filmagens do Scream of Stone do Herzog (no Brasil se chama "No Coração da Montanha"). Mas o Fitz não é como um Half Dome ou um El Captain... O cume é gigantesco, fragmentado, com gelo... as pessoas sobem pela via Franco-Argentina e depois tem dificuldade de achar o rapel pra descer por ela mesma. O que dizer de achar o rapel de uma via que passou 20 anos sem repetição? É praticamente impossível achar onde começar o rapel pra chegar precisamente ao local do acidente, é como uma agulha no palheiro. Assim, não vejo o menor sentido em se gerar toda essa revolta por não quererem ir lá de helicóptero resgatar o corpo. Eu apoio os resgatistas que não querem ir lá. Entendo que isso seja difícil de aceitar, principalmente para os familiares próximos, mas é a realidade da situação.
A única coisa que poderia ter feito a diferença acredito que seria eles terem um rádio HT VHF e conseguissem comunicar o Parque assim que ocorreu o acidente, mas isso também poderia ser um tiro pela culatra, pois nesse caso a Kika poderia ter ficado lá esperando um resgate que eventualmente não chegaria, e aí seriam 2 e não 1. Ademais, nas escaladas Patagônicas extremas como essa, cada grama de peso é de se avaliar, e eu também não teria levado um rádio, mesmo se tivesse, para escalar a Afanasieff.
Nós escaladores, temos que entender muito bem o significado da palavra comprometimento. Existem escaladas onde realmente estamos "pondo o nosso na reta", e se algo der errado, as consequencias podem ser as piores. O complicado, são casos como o das expedições comerciais ao Everest e cia, onde os "clientes" tem uma falsa sensação de segurança e não conseguem ver a exposição aos riscos e o comprometimento. Tanto o Berna como a Kika tinham consciência de onde estavam se metendo. Escalar lá é realmente se projetar profundamente no remoto, no wild, no never never land. A sensação é que você está longe, muuuuito longe, e já considero um milagre a Kika ter conseguido descer de lá sozinha. A Kika é uma puta guerreira, quase inacreditável. Qualquer um que questione a decisão dela de descer ao invés de ficar, de duas uma, ou não tem a menor noção de onde eles estavam e das condições, ou é uma besta, e em ambos casos deveria ficar quieto. A Kika merece todo nosso respeito e acima de tudo nosso apoio, pois se doi na gente aqui e estamos tristes, eu não consigo nem imaginar a condição emocional dela depois de todo esse processo. Processo mesmo, pois não foi só tomar as decisões, descer sozinha e chegar no chão com um toco de corda, voltar tudo... todo esse pós chegar em Chaltén também não está sendo fácil. Temos que dar todo nosso apoio e carinho a ela.
Assim, aproveito pra dizer, que se um dia eu ficar pela montanha, me deixem por lá por favor.
Tenho certeza que o Bernardo ao entender que ia ficar por lá, passou para o lado de Lá em Paz, com a tranquilidade que só uma pessoa com o seu desapego e tendo vivido tanto a vida como ele conseguiria ter nessa hora.
Como já dito, o melhor que temos a fazer é lutar pro trabalho/legado do Berna não se perca, que cada um de nós tenha a vitalidade e a energia que ele punha na sua própria vida. Que seja uma inspiração de trabalho pelo montanhismo e também como pessoa e brother, que é tão querido não é a toa.
Buenas olas
ToNTo












Tonto realmente sabias as sua colocações e palavras.....Com Certeza o Bernardo ja te agradece por tudo..Valeu irmão
ResponderExcluirSeu texto é muito, muito bom. Suas explicações são altamente esclarecedoras. Estou nesse grupo q ainda crê num resgate pois não tenho nada a perder.. mas não deixo de orar para q ele passe na buenas pro lado de lá.
ResponderExcluirTonto, foi o melhor texto que li até agora.
ResponderExcluirQue bom que vc postou!!
Bons ventos.
Tonto, excelente texto e mais do que isso, extremamente oportuno. Espero que sirva como um bálsamo e uma espécie de catarse para as pessoas envolvidas emocionalmente com a situação e que mantinham viva alguma fé ou esperança infundada.
ResponderExcluirNamastê e muita paz para todos ,
davi marski
Eu já tinha postado teu email no Desce daí, doido! mas mesmo assim vim aqui ler de novo, e só ratifico o que já disseram ai em cima: sábias palavras e explicações altamente esclarecedoras!
ResponderExcluirCom certeza o Bernardo tá em paz, e no lugar onde todo escalador gostaria de passar pro lado de lá, na Montanha!
Parabéns!
Tonto, excelente texto...
ResponderExcluirabraços, Miguel Freitas
Excelente artigo, camarada! Mesmo para pessoas como eu, que nunca escalaram na vida, mas que admiram o esporte, o seu texto é esclarecedor e de uma sensbilidade extraordinária. Queria eu crer que a história do Bernardo terminaria como a do Joe Simpson (no ótimo "Tocando o Vazio"), mas creio que não teremos uma surpresa como aquela, infelizmente. De todo modo, fico feliz por ter lido algo a respeito desse assunto de uma pessoa que sabe do que está falando.
ResponderExcluirParabéns, ToNTo, e um abraço dos amigos
Gustavo e Andrea
Tonto, excelente o texto...imensuravel perda.O cume continua lá e um dia, todos nós nos encontraremos.
ResponderExcluirCésinha.
diedromontanhismo@ig.com.br
Tonto
ResponderExcluirMuito bom !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Obrigada por poder mostrar um pouco dessa grande amizade que voces tinham e deste texto com as explicações que muitos de nós precisam ler pra entender um pouco disso tudo !!!
beijo grande
Adri
Sei lá, tenho pra mim essa certeza de que ele sabia o que ia acontecer com ele depois do acidente consumado...
ResponderExcluirMas tb sei que ele estava realizando seus objetivos de vida em cada dia que viveu!
E a montanha o acolheu...
Abração Cabeção, Cris
Eu tb gostei muito do seu texto!!!!!!! Liane Leobons
ResponderExcluirTonto, nunca cheguei a fazer um comentário no HangOn. Mas depois de ler sua carta / artigo, não tenho como deixar de te parabenizar por sumarizar tão brilhantemente o sentimento que, tenho certeza, é de TODOS que conheciam minimamente Bernado.
ResponderExcluirE, concordo contigo. Também acredito sinceramente que ele partiu em paz, e feliz por estar nas montanhas para sempre.
Grande abraço,
Sandro Baiano
Nossa! Que texto maravilhoso, com carinho, emoção e informação. Parabéns!
ResponderExcluirSei que é triste, mas ter uma vida como ele teve é mágico e o corpo dele ficou no lugar certo. Ele é das montanhas sim. Confesso que fiquei questionando o motivo de não tentar ir até ele, agora já tenho as resposta. Mas entendo a parte da emoção, acho que se fosse com alguém que amo, teria vontade de sair correndo até lá. Neste momento não usamos da lógica. Quanto a escaladora Kika, que guerreira, que mulher!
Que Deus abençoe a todos.
Gisele
obrigada, ToNTo, por tanta clareza e por encontrar as palavras que ateh agora nao consegui nem comecar a buscar...
ResponderExcluirum beijo grande,
Helena Artmann
Olha....Eu estou super emocionada! Não te conheço e não conheço o Bernardo. Cheguei até aqui porque tenho algumas amigas escaladoras e tenho acompanhado, através delas, essa saga da Kika (que também não conheço) e do Bernardo. Fiquei curiosa e pesquisei sobre a vida dele, mais para me informar mesmo. E descobri que ele era muito querido, de uma forma muito unânime. Isso já é muito difícil, dado que nem Jesus Cristo conseguiu agradar a todos.
ResponderExcluirMinha experiência com escalada se resume a uma vez no Pão de Açúcar, com uma turma de fuzileiros em treinamento. Ou seja, não entendo nada! E, por isso, confesso que a princípio, não entendi essa decisão de não resgatar o Bernardo, que na minha cabeça poderia estar perfeitamente vivo, tranqüilo, aguardando o resgate. Mas depois de ler o seu texto MARAVILHOSO, com explicações tão detalhadas e fotos da montanha, a realidade dura bateu em minha porta. E fiquei emocionada.... Fico pensando que ele, sendo experiente e sabendo o que tinha acontecido e onde estava, já sabia que seu destino era permanecer na montanha desde o começo. E, depois de me informar, de ler um pouco sobre ele, de analisar as inúmeras mensagens de centenas de pessoas no perfil dele, acredito também que esse foi o desfecho mais perfeito, de uma vida intensa, apaixonada e tão comprometida com essa atividade. Acho que ele partiu muito feliz. Descanse em PAZ, Bernardo, na sua querida e tão amada montanha. Parabéns pelo blog.
Roberta Toscano
Excelente texto Tonto. Muito bom mesmo!
ResponderExcluirSaudades!!
Porra Titier,
ResponderExcluirRealmente sabias palavras e muito ponderadas.
Que nosso querido amigo descanse em paz e continue olhando por nos.
Abrax
Student
Excelente texto!! E foi muito bom enfatizar que por pouco seriam dois amigos perdidos e não um...A Kika é muuuuito guerreira e não é qualquer um que volta de onde ela voltou. Fiz um curso de primeiros socorros com ela e tenho absoluta certeza de suas avaliações e decisões. Creio que o pior momento deve ter sido quando ela teve que deixar o Bernardo e continuar a descida, pois ela sabia o desfecho...
ResponderExcluirForça Kika!!!
Rubem Gandres
Tonto, parabens pelo texto.
ResponderExcluirO Bernardo, era um cara realmente especial, tive a oportunidade de esbarrar e trocar ideia com ele muitas vezes, seja em SBS,Itajuba,Cipó,Caxias ....
O legal eh que sempre que o encontrava descobria algum outro amigo em comum. Acho que hoje eu sei porque, talvez pq ele fosse amigo de quase todo mundo no meio da escalada, mesmo.
Acho que alem de perdermos um amigo, perdemos de certa forma um lider e exemplo de COMPROMETIMENTO com a escalada e a montanha.
Gostaria de propor que a CBME criasse um premio em homenagem ao Bernardo que premiasse todos os anos a pessoa que mais se engajou em prol da comunidade da escalada e montanhismo. Essa talvez fosse uma forma de manter viva a paixao e o trabalho que o Bernardo realizava por todos nos.
Abraço a vc.
Gustavo Henrique Nouer
Tonto, suas palavras como sempre nos surpreendem.
ResponderExcluirO Berna era um homem da montanha, apaixonadaooo... sempre que encontrava com ele era na montanha.
Respirava escalada, em todas as suas variedades, também tinha o dom das palavras como vc, fez um excepcional trabalho a frente da FEMERJ, se tornou um exemplo a ser seguido.
poucas semana antes de ir para chalten esteve aqui em Rio das Ostras para conhecer o setor novo de esportiva, escalou p cacete, vias fortes, estava empenhadao com os treinos para chalten. Gostou tanto das escaladas daqui que prometeu voltar depois das ferias em chalten...
Soube da noticia no dia 5 de janeiro, fiquei abaladao com a descriçao da situaçao... ele mais do que ninguem, após a identificação da gravidade do acidente, sabia que um resgate seria um milagre!!
A Kika merece todo o nosso apoio, concordo plenamente com vc, fez o que tinha que ser feito! e ainda conseguiu chegar viva!! uma Gerreira!
Um forte abraço... e vamos marcar uma escalada em breve. Saúde Brother!!
Fred
fredericoalmeida@hotmail.com
De arrepiar , Tonto. O texto está lindo.
ResponderExcluirTa tudo ai Tontera! Dificil é fechar os olhos e dormir com o vento do Fitz batendo aqui em baixo e bem longe da patagonia... é assim que me sinto pensando no Berna... seu texto ajuda a superar.
ResponderExcluirAbração.
Marcio Bruno
Hoje à tarde estive na Urca, na homenagem ao Bernardo. Acho que sua análise tornou-se unânime entre os montanhistas ! As palmas dadas aos que falaram, à Kika e ao Bernardo nos indicam só um caminho: vamos manter viva a Femerj e a CBME !
ResponderExcluirParabéns e um abraço, Milena P Duchiade
ToNTo, Parabéns pelas pelas palavras, o conhecimento, o carinho, a sensibilidade e, acima de tudo, o bom senso. O texto é emocionante e definitivo. Um abraço, João Paulo Lucena
ResponderExcluirTonto, parabens pelo texto e pelas palavras e que o trabalho da Fmerg e CBME continie e nunca dessapareça !! E todos nos lutemos pelos idais e sonhos do Bernardo !
ResponderExcluirAbracao,
Marco Fabio
Tonto, não te conheço pessoalmente e quem me mandou o link do seu blog foi um amigo meu. Gostaria de parabenizá-lo pelo seu texto, especialmente pelas informações que são absolutamente elucidativas. Confesso que fui uma das muitas pessoas que ficou revoltada com a situação do resgate não ter sido realizado, acho que por estarmos cansados de ver que o governo muitas vezes não oferece o apoio devido à população ou fatos trágicos acontecendo repetidamente. Mas era pura ignorância minha neste caso e acho de extrema importância que pessoas como você tragam à tona informações que condizem com a realidade. Esse sim deveria ser o papel da mídia, da imprensa enfim.
ResponderExcluirVocê tem toda razão quando fala da Kika porque é muito fácil apontarmos o dedo para julgar o outro, mas se nos colocarmos no lugar dela, não chegaremos nem perto do que seja a idéia de como deve ter sido difícil a decisão naquele momento e ainda mais agora. Com certeza é nossa obrigação respeitá-la e absurdamente injusto achar que ela teria culpa de algo.
Devemos sim, como você disse, manter o patrimônio que o Bernardo conquistou depois de tantos anos de luta!
Meu amigo disse que o pico é mágico, o máximo da escalada em rocha e que talvez o corpo não tenha que ser resgatado porque ele já faz parte do Fitz Roy. Concordo com ele e se fosse eu (acredito que o Bernardo tenha pensado algo nesse sentido), também quereria ser imortalizada por lá.
Abraços
Mayla Midori